Benjamin Franklin.
Quinta-feira, Novembro 05, 2009
Pensamentos
Benjamin Franklin.
Sábado, Outubro 17, 2009
O Navio de Teseu
Assim, o navio tornou-se motivo de discussão entre os filósofos com alguns dizendo que o navio era o mesmo, e outros dizendo que não era.
Quando cada componente dum navio foi trocado pelo menos uma vez, o navio continua a ser o mesmo?
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Estão a matar o desejo!
Maria do Céu Patrão Neves in Jornal Diário a 2007-07-20
Sexta-feira, Julho 13, 2007
“Escolhendo-me, escolho o homem”
A primeira vez que li não compreendi: “escolhendo-me, escolho o homem”. Avancei no texto de 1948 do filósofo Jean-Paul Sartre para confirmar que o sentido mais evidente da expressão era afinal também o mais genuíno, não obstante a estranheza que pudesse causar. Toda a “escolha” é sempre, inevitavelmente, a expressão de um valor, e tanto o que escolhemos para nós como o modo como escolhemos ser são testemunhos do que valorizamos, do que designamos por “bom” ou “bem”. Escolhemos para nós sempre o que consideramos ser melhor (mesmo se afirmássemos estar a escolher o pior seria ainda o melhor para nós) pelo que, paralela e implicitamente, rejeitamos outras escolhas, destituímos outros pretensos valores. Por isso “escolhermo-nos” é também escolher um modelo de pessoa, é escolher os outros ou como todos deviam ser; é escolher a humanidade.
Maria do Céu Patrão Neves in Jornal Diário 2007-07-13
«Mais Filosofia»
A intenção de trazer mais Filosofia às nossas vidas passa por uma série de artigos, publicados às sextas feiras nos seguintes jornais regionais:
Nós por cá tentaremos acompanhar e divulgar as publicações, assinalando os respectivos autores, e esperar que gostem. Que vos façam pensar.
Segunda-feira, Julho 09, 2007
Não leia este artigo!
Vamos falar de homens, de saberes, de pensar e de filosofia.
Filosofia, isso o que é? Filosofia, para que é que serve? Dá dinheiro?
Respondendo à primeira questão, apenas com alguns filósofos, diríamos que Hegel mandava os seus alunos lerem os seus livros; Kant defendia que era necessário ensinar a pensar; Ricoeur chamava a atenção para a importância da compreensão e da captação do sentido, de um pensamento consciente analítico e crítico; José Enes envereda pela hermenêutica e Gustavo de Fraga embrenha-se na fenomenologia. Porém, todos eles compreenderam algo de importante e pretenderam, nos seus diferentes campos de investigação, partilhar esse conhecimento com os demais. Levar-nos, muitas vezes, pela mão, até entendermos e contemplarmos aquilo que tiveram a ousadia ou apenas a felicidade de poderem perceber.
Filosofia? Tem a ver com quê? Dá emprego?
Parece que ninguém sabe…
No entanto, no café, ouvimos falar em “filosofia do futebol” e todos os presentes percebem do que se está a falar. Fala-se de “filosofia governamental” que minoriza a importância da Filosofia no ensino secundário, e todos contestamos. Defende-se a “filosofia do curso” e encerram-se cursos de Filosofia. Todos reclamamos a nossa “filosofia de vida”, e assumimo-(la) com firmeza e determinação.
Afinal, aquilo que parecia a princípio complicado e até mesmo excepcional, reservado só para alguns espíritos esclarecidos, torna-se uma vulgaridade do discurso quotidiano que todos parecem entender.
Enfim, o que se entende por filosofia?
Eu bem o avisei para não ler este artigo.
Gabriela Castro in Açoriano Oriental a 06.07.2007
Sexta-feira, Julho 06, 2007
“Eu só sei que nada sei”
“Eu só sei que nada sei” é por certo a afirmação de Sócrates que mais decisivamente o imortalizou. Repete-se ainda hoje amiúde ora jocosamente, devido ao paradoxo que exprime, ora ironicamente, pelo sentido contrário que pretende evocar, ora eruditamente, na citação de um reputado mestre. Talvez tenha sido uma destas intenções, ou até as três simultaneamente, a perpetuarem o aforismo no conhecimento comum. A mim, porém, apraz-me pensar que é esta magia de condensar uma profunda sabedoria na simplicidade de uma única frase que verdadeiramente a eternizou.
Maria do Céu Patrão Neves in Jornal Diário a 2007-07-06
Quinta-feira, Abril 27, 2006
A Diagonal da Vida
Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'
... «O Homem é aquilo que sabe» Francis Bacon ou «Sou eu e as minhas circunstâncias» Ortega Y Gasset - ? - Pode ser apenas retórica a pergunta, mas aceitam-se bitaites. ;)
Quinta-feira, Abril 13, 2006
...
Beijos e abraços.
Segunda-feira, Março 20, 2006
Fernando Gil
in Visão Online 20 Março de 2006
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Condição Humana
Viriato Soromenho-Marques (Univ. de Lisboa), Crise Ambiental e Condição Humana. Actas do colóquio Ética Ambiental: uma ética para o futuro. Coordenação de Cristina Beckert. 2001.
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Conjugar Verbos
Segunda-feira, Janeiro 16, 2006
Mitos e Razões
Do ponto de vista lógico, a distinção importante é que a premissa demonstrativa é verdadeira e necessária enquanto a dialéctica não o é necessariamente. Na demonstração começamos com premissas verdadeiras e chegamos necessariamente a uma conclusão verdadeira, por outras palavras, temos uma demonstração. No argumento dialéctico, pelo contrário, não se sabe se as premissas são verdadeiras e não é necessariamente que a conclusão é verdadeira. Se nos aproximamos da verdade dialéctica é por via indirecta.
Existem 3 tipos diferentes de linguagem nas quais se procura ou se exige demonstração. Na matemática pura pretende-se demonstrar verdades abstractas e a priori, em metafísica pretende-se demonstrar proposições muito gerais sobre a estrutura do universo e, na linguagem de todos os dias, especialmente na linguagem política e jurídica, procura-se demonstrações de proposições contingentes."
William Kneale & Martha Kneale - O Desenvolvimento da Lógica (Gulbenkian)
"O mito surge-nos, deste modo, como uma conversão simbólica de atitudes e crenças próprias da consciência comum e/ou do imaginário social efectivo – conversão esta que se processa através de relatos orais colectivamente elaborados e aceites, e que propende, por vezes, a uma justificação a posteriori dos ritos e da própria ordem sócio-cultural vigente, e, de um modo mais geral, a dar (ou antecipar), resposta a inquietações comunitárias frequentemente ainda não formuladas, a respeito dos diversos níveis da condição humana e da sua inserção na ordem cósmica."
Francisco Sardo - Logos e Racionalidade (Casa da Moeda)
Segunda-feira, Janeiro 09, 2006
Domingo, Janeiro 08, 2006
...
É saber aceitar as preferências dos outros e não assumir que a maioria é toda burra.
Iluminados são os candeeiros.
Quinta-feira, Dezembro 29, 2005
Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
Julián Marías
| «Muere el filósofo Julián Marías. Madrid, 15 dic (EFE).- El filosofo y escritor Julián Marías murió esta mañana en Madrid en su domicilio familiar, a los 91 años, tras una larga enfermedad, informaron a Efe fuentes familiares. Los restos mortales de Marías serán trasladados al tanatorio de la Paz, en lacarretera de Colmenar, y serán enterrados mañana, viernes, en el cementeriomadrileño de la Almudena, aunque la hora está por precisar. Alumno y continuador de la obra filosófica de José Ortega y Gasset y XavierZubiri, Marías era miembro de la Real Academia de la Lengua desde 1964 y fuesenador por designación real de 1977 a 1979. Nacido en Valladolid, en 1914, el pensador es autor de numerosas obras, entrelas que destacan "Historia de la Filosofía", "Idea de la metafísica", "Laescuela de Madrid", "Antropología filosófica" y "España inteligible".» |
Sexta-feira, Dezembro 09, 2005
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005
O solitário
(...) O que de melhor ocorre aos homens é o que lhes ocorre quando estão sozinhos, aquilo que não se atrevem a confessar, não já ao próximo mas nem sequer, muitas vezes, a si mesmos, aquilo de que fogem, aquilo que encerram em si quando estão em puro pensamento e antes de que possa florescer em palavras. E o solitário costuma atrever-se a expressá-lo, a deixar que isso floresça, e assim acaba por dizer o que todos pensam quando estão sozinhos, sem que ninguém se atreva a publicá-lo. O solitário pensa tudo em voz alta, e surpreende os outros dizendo-lhes o que eles pensam em voz baixa, enquanto querem enganar-se uns aos outros, pretendendo acreditar que pensam outra coisa, e sem conseguir que alguém acredite."
Miguel de Unamuno, in 'Solidão'
Terça-feira, Novembro 29, 2005
Bioética
Progressos.
- A introdução das sulfamidas e dos antibióticos que permitiram controlar as infecções.
- A substituição dos orgãos em falência (diálise, ventilação mecânica, transplantes de orgãos, etc).
- A identificação do código genético e das leis que presidem à formação da vida (inseminação artificial, engenharia genética, etc).
- O desenvolvimento das técnicas de diagnóstico (radiografias, ecografias, diagnóstico pré-natal, etc)
Problemas Éticos.
Os progressos que se registaram a partir do século XX só foram possíveis porque as ciências médicas passaram a ter uma enorme complexidade e a envolverem grandes interesses económicos, onde participam uma enorme rede de agentes (médicos, farmacêuticos, biólogos, químicos, engenheiros, etc) e instituições (empresas, fundações, universidades, etc). Os interesses passaram a ser múltiplos, e nem sempre prevalecem os do saber.
Na primeira metade deste século ocorreram muitas experiências científicas que colocaram em causa os princípios mais elementares da dignidade da pessoa humana. Os casos mais conhecidos, mas não os únicos, deram-se na Alemanha durante o domínio nazi (1933-1945) onde milhares de seres humanos foram mortos em experiências médicas.
Na segunda metade do século XX, permaneceram os avanços espectaculares na biologia, biotecnologia e medicina.
Cresceram também de forma espectacular as indústrias ligadas às áreas da saúde, nomeadamente as empresas farmacêuticas que se tornaram verdadeiros potentados multinacionais. Fruto destes progressos científicos e do dinheiro delas obtido, muitas experiências passaram a ser feitas com um único objectivo: a projecção mediática (fama) e o lucro dos laboratórios, médicos ou cientistas que as realizam. As "doenças" passaram a ser um dos negócios mais lucrativos do mundo, facto que só por si alterou radicalmente as relações entre o médico e o doente. Este último sente-se frequentemente explorado por redes de interesses que apenas consegue vislumbrar os seus contornos.
O problema dos limites da ciência e das experiências médicas, assim como os interesses nelas envolvidas, passou a estar na ordem do dia.
Em muitas áreas tornou-se cada vez mais difícil compatibilizar o progresso científico com o respeito pela vida humana e os valores culturais assumidos como estruturantes das nossas sociedades.
A diversidade de temas abordados na bioética espelham melhor que nada a complexidade que adquiriram actualmente estes problemas.
Principais temas da bioética:
1. O diagnóstico pré-natal; conselhos genéticos; eugenia fetal; terapia genética; práticas abortativas; esterilização masculina e feminina por diversos motivos;
2. Reprodução humana "artificial" ou assistida em todas as suas modalidades e suas correspondentes implicações técnicas (bancos de esperma, bancos de embriões, mães de aluguer, etc);
3. Experiências com seres humanos, embriões e cadáveres em qualquer fase do ciclo vital:
4. Informações clínicas e a sua comunicação ao paciente; reanimação; eutanásia e direito a uma morte digna;
5. Terapia e manipulação genética em todas as suas formas;
6. Suicídio e ajuda ao suicídio;
7. Transplantes de orgãos humanos;
8. Trans-sexualidade:
9. Investigação e desenvolvimento de armas biológicas e químicas;
10. Biogenética animal e vegetal.
*texto retirado da Filosofia no Sapo.
Sexta-feira, Novembro 18, 2005
Mais uma explicação para França
Nem a economia, nem o mercado de trabalho, nem o díficil equilíbrio das tensões sociais podem compadecer-se com a existência de bolsas crescentes desta população quase iletrada, afastada do acesso básico à informação e ao conhecimento, informação e conhecimento que se constituem hoje como a principal chave para a inclusão social, para a rentabilidade económica, e também para o bem-estar social e a estabilidade pessoal e profissional.
A mesma escola que se confrontou com a massificação do acesso à educação, desafio já genericamente superado, encontra-se hoje perante uma situação bem mais complexa: a premência da subida do nível educativo real das populações. Trata-se, assim, nos nossos dias, da necessidade de "massificar o sucesso", ou seja, garantir a todos uma qualidade educativa satisfatória, não podendo mais confinar-se a escola ao papel de assegurar uma socialização de base e uma instrução elementar para a maioria, com aprendizagem de melhor nível apenas reservada a alguns.
Em síntese, o grande problema da escola é hoje o de responder satisfatoriamente a todos, garantindo-lhes um bom apetrechamento educativo - sendo que esses todos são cada vez mais diferentes (Roldão, 1998)."
in Roldão, Maria do Céu. Gestão Curricular, fundamentos e práticas. Ministério da Educação, 1999, pp.33.
Tolerância
*Estas são as bandeirinhas da Tolerância adoptadas pela UNESCO. Veja a sua significação.
HOW CAN INTOLERANCE BE COUNTERED?
Each Government is responsible for enforcing human rights laws, for banning and punishing hate crimes and discrimination against minorities, whether these are committed by State officials, private organizations or individuals. The State must also ensure equal access to courts, human rights commissioners or ombudsmen, so that people do not take justice into their own hands and resort to violence to settle their disputes.
2. Fighting intolerance requires education:
Laws are necessary but not sufficient for countering intolerance in individual attitudes. Intolerance is very often rooted in ignorance and fear: fear of the unknown, of the other, other cultures, nations, religions. Intolerance is also closely linked to an exaggerated sense of self-worth and pride, whether personal, national or religious. These notions are taught and learned at an early age. Therefore, greater emphasis needs to be placed on educating more and better. Greater efforts need to be made to teach children about tolerance and human rights, about other ways of life. Children should be encouraged at home and in school to be open-minded and curious.
Education is a life-long experience and does not begin or end in school. Endeavours to build tolerance through education will not succeed unless they reach all age groups, and take place everywhere: at home, in schools, in the workplace, in law-enforcement and legal training, and not least in entertainment and on the information highways.
3. Fighting intolerance requires access to information:
Intolerance is most dangerous when it is exploited to fulfil the political and territorial ambitions of an individual or groups of individuals. Hatemongers often begin by identifying the public's tolerance threshold. They then develop fallacious arguments, lie with statistics and manipulate public opinion with misinformation and prejudice. The most efficient way to limit the influence of hatemongers is to develop policies that generate and promote press freedom and press pluralism, in order to allow the public to differentiate between facts and opinions.
4. Fighting intolerance requires individual awareness:
Intolerance in a society is the sum-total of the intolerance of its individual members. Bigotry, stereotyping, stigmatizing, insults and racial jokes are examples of individual expressions of intolerance to which some people are subjected daily. Intolerance breeds intolerance. It leaves its victims in pursuit of revenge. In order to fight intolerance individuals should become aware of the link between their behavior and the vicious cycle of mistrust and violence in society. Each one of us should begin by asking: am I a tolerant person? Do I stereotype people? Do I reject those who are different from me? Do I blame my problems on 'them'?
5. Fighting intolerance requires local solutions:
Many people know that tomorrow's problems will be increasingly global but few realize that solutions to global problems are mainly local, even individual. When confronted with an escalation of intolerance around us, we must not wait for governments and institutions to act alone. We are all part of the solution. We should not feel powerless for we actually posses an enormous capacity to wield power. Nonviolent action is a way of using that power-the power of people. The tools of nonviolent action-putting a group together to confront a problem, to organize a grassroots network, to demonstrate solidarity with victims of intolerance, to discredit hateful propaganda-are available to all those who want to put an end to intolerance, violence and hatred.
Terça-feira, Novembro 15, 2005
Dia Mundial da Filosofia - Atelier de Filosofia
Proclamado pela UNESCO
17 de Novembro de 2005
“[...] A filosofia é uma ‘escola da liberdade’ [...], uma escola da solidariedade humana. [...] O ensino da filosofia contribui para a formação de cidadãos livres.”
(UNESCO, Dezembro, 2004)
Atelier de Filosofia
Universidade dos Açores
Maria do Céu Patrão Neves
(Organização)
Segunda-feira, Novembro 14, 2005
A Sexualidade Humana
A quem possa interessar, favor ver na página do CNECV.
Terça-feira, Novembro 08, 2005
Da gestação ao colapso
Graça e J.S. da Silva Dias, in Os primórdios da Maçonaria em Portugal, vol I, tomo II. Lisboa 1986.
Sábado, Outubro 22, 2005
Dignidade Humana
Na ética moderna, a dignidade humana exprime-se em um 'nós-humanidade' que não é a soma dos 'eus' individuais. Segundo Levinas, "'nós' não é o plural de 'eu'". O ponto de partida para a expressão dessa dignidade situa-se na totalidade dos seres humanos e por isso foi possível afirmar-se que enquanto um ser humano não for livre, nenhum ser humano será livre.
A socialização não é porém uma diluição do 'eu' no conjunto da comunidade humana. Como vemos todos os dias, todo o ser humano aspira a repetir o seu "paraíso perdido", que foi a fusão total com a mãe. Daí a procura, por vezes desenfreada, de uma relação dual. Ora, o indivíduo acede à sua condição de ser único quando torna possível essa passagem da fusão com a mãe à autonomia. É a aprendizagem do 'eu/tu' que Martin Buber tão eloquentemente descreveu e onde alicerçou as condições indispensáveis para a alteridade efectiva. Quanto maior e mais alargado for o número de pessoas com quem estabelecemos a relação 'tu/eu', maior é a nossa participação na noosfera e mais forte é a nossa dignidade humana.
Prof. Doutora Teresa Joaquim, in Documento de trabalho: 26/CNECV/99;
Príncipio da Autonomia
"Não te dei, ó Adão, nem rosto, nem um lugar que te seja próprio,
nem qualquer dom particular, para que teu rosto, teu lugar e teus
dons, os desejes, os conquistes e sejas tu mesmo a possui-los.
Encerra a natureza outras espécies em leis por mim estabelecidas.
Mas tu, que não conheces qualquer limite, só mercê do teu arbítrio,
em cujas mãos te coloquei, te defines a ti próprio. Coloquei-te no
centro do mundo, para que melhor possas contemplar o que o mundo
contém. Não te fiz nem celeste nem terrestre, nem mortal nem
imortal, para que tu, livremente, tal como um bom pintor ou um hábil
escultor, dês acabamento à forma que te é própria".
Pico de la Mirandola
Quarta-feira, Outubro 19, 2005
Linguagem
"O que é a língua? Para nós, não se confunde com linguagem, porque é somente uma parte determinada dela, embora essencial. É, ao mesmo tempo, um produto social da faculdade da linguagem e um conjunto de convenções necessárias, adoptadas pelo corpo social para permitir o exercício desta faculdade entre os indivíduos."
A semiologia
As tautologias
A lógica como cálculo
Língua natural e língua simbólica
A proposição e o silogismo
A lógica, ciência formal
A lógica
Terça-feira, Outubro 18, 2005
Falácias Indutivas
Amostra limitada:
Falsa analogia:
Indução preguiçosa:
Omissão de provas ou exclusão:
Processos e métodos do raciocínio lógico
Falácias Dedutivas III
Apelo à autoridade:
Autoridade anónima ou apelo ao rumor:
Estilo sem substância:
Falácias Dedutivas II
«Argumentum ad Misericordium» Apelo à piedade ou suplica especial
«Argumentum ad Consequentiam»
Apelo a preconceitos:
Determinados termos, carregados e emotivos, são utilizados para ligar valores morais à crença na verdade duma proposição.
Apelo ao povo ou à sua emoção:
«Argumentum ad populum»
Falácias Dedutivas I
É dado um limitado número de opções, geralmente duras, quando na realidade existem muitas mais. O falso dilema é o uso ilegítimo do operador «ou».
ex: Uma pessoa ou é boa ou é má.
Apelo à ignorância:
Derrapagem ou bola de neve:
Quinta-feira, Outubro 06, 2005
Sobre a Política
Matias Aires, Reflexões Sobre a Vaidade dos Homens e Carta Sobre a Fortuna
Sexta-feira, Setembro 16, 2005
Pensamento do Dia
«O Argumento da Aposta» de Pascal
O argumento parte da posição de um agnóstico, isto é, alguém que acredita que não existem dados suficientes para decidir se Deus existe ou não. Um agnóstico acredita que é genuinamente possível que Deus exista, mas que não há dados suficientes para decidir a questão com toda a certeza. Um ateu, pelo contrário, acredita geralmente que existem dados conclusivos a favor da inexistência de Deus.
O argumento do jogador é o seguinte. Uma vez que não sabemos se Deus existe ou não, estamos numa posição muito semelhante à de um apostador antes de uma corrida de cavalos se ter realizado ou antes de uma carta ter sido voltada. Precisamos por isso de calcular as hipóteses que temos. Mas ao agnóstico pode parecer que tanto a existência como a inexistência de Deus são igualmente prováveis. A atitude do agnóstico consiste em ficar indeciso, sem tomar nenhuma decisão em nenhuma das direcções. O argumento do apostador, contudo, afirma que a coisa mais racional a fazer é procurar que a hipótese de ganhar seja tão grande quanto possível, ao mesmo tempo que a possibilidade de perder seja tão pequena quanto possível: por outras palavras, devemos maximizar os ganhos possíveis e minimizar as perdas possíveis. De acordo com o argumento do apostador, a melhor forma de alcançar este objectivo é acreditar em Deus.
Há quatro resultados possíveis. Se apostarmos na existência de Deus e ganharmos (i. e., se Deus existir), ganhamos a vida eterna — um excelente prémio. O que perdemos se apostarmos nesta opção e verificarmos que Deus não existe não é muito, se compararmos com a possibilidade da vida eterna: podemos perder alguns prazeres mundanos, perder muitas horas a rezar e viver as nossas vidas debaixo de uma ilusão. Contudo, se escolhermos apostar na opção da inexistência de Deus e ganharmos (i. e., se Deus não existir), viveremos uma vida sem ilusão (pelo menos neste aspecto) e teremos a liberdade de gozar os prazeres desta vida sem medo do castigo divino. Mas, se apostarmos nesta opção e perdermos (i. e., se Deus existir), perdemos pelo menos a possibilidade da vida eterna e podemos mesmo correr o risco da condenação eterna.
Pascal defendeu que, enquanto apostadores perante estas opções, o curso de acção mais racional será acreditar que Deus existe. Assim, se tivermos razão, estaremos em posição de obter a vida eterna. Se apostarmos na existência de Deus e não tivermos razão, não estaremos em posição de perder tanto quanto estaríamos se escolhêssemos acreditar na inexistência de Deus e não tivéssemos razão. Logo, se queremos maximizar os nossos ganhos possíveis e minimizar as nossas perdas possíveis, devemos acreditar na existência de Deus."
Segunda-feira, Agosto 15, 2005
Segunda-feira, Julho 18, 2005
Opinione
Segunda-feira, Julho 04, 2005
A Moda nas Democracias
Gilles Lipovetsky, O Império do Efémero - A Moda e o seu destino nas sociedades modernas.
Quinta-feira, Junho 09, 2005
Quarta-feira, Junho 08, 2005
Agustina Bessa-Luís
Quinta-feira, Junho 02, 2005
Hannah Arendt
Terça-feira, Maio 31, 2005
Paul Ricoeur (1913-2005)
Obras do autor
Karl Jaspers e a Filosofia da Existência, em colab. com M.Dufrenne (1947);
Da Metafísica à Moral, Lisboa, Instituto Piaget, 1997
O Discurso da Acção, Lisboa, Edições 70, 1988
Teoria da Interpretação, Lisboa, Edições 70, 1987
O Justo ou a Essência da Justiça, Lisboa, Instituto Piaget, 1997
Ideologia e Utopia, Lisboa, Edições 70, 1991
A Crítica e a Convicção, Lisboa, Edições 70, 1997
Sujeito e Ética, Braga, APPACDM, 1996
Outramente, São Paulo, Vozes.
Obras sobre o autor
Azevedo e Castro, Gabriela Maria - Imaginação em Paul Ricoeur, Lisboa, Instituto Piaget, 2003
Abel, Glivier, Paul Ricoeur - As Fronteiras da Filosofia, Lisboa, Instituto Piaget, 1988
Costa, Miguel Dias da, Sobre a Teoria da Interpretação de Paul Ricoeur, Porto, Contraponto, 1995
Heleno, José Manuel, Hermenêutica e Ontologia em Paul Ricoeur, Lisboa, Instituto Piaget, 2001
Gomes, Isabel, Dossier Sobre Paul Ricoeur-Dossier de Filosofia, Porto, Porto Editora, 1999
Hahn, Lewis Edwin, A Filosofia de Paul Ricoeur, Lisboa, Instituto Piaget, 2000
Silva, Carrera F., Hermenêutica do Conflito de Paul Ricoeur, Lisboa, Edições Minerva, 1992
Vários, Paul Ricoeur, Braga, FFB., 1990
Paul Ricoeur (1913-2005)
“Metáfora viva” e “Paradoxo político” são referências quer no campo filosófico, em especial no pensamento hermenêutico, quer no campo do pensamento político, no auge da contradição histórica entre as aspirações sociais dos anos cinquenta e a exigência das liberdades individuais que o colectivismo recusava. Husserl e Karl Jaspers influenciaram decisivamente o seu pensamento e o seu método. A coerência entre as ideias e o compromisso, na linha de Mounier e de Landsberg, aprofundou-se a partir da experiência da prisão durante a guerra e das responsabilidades sentidas no pós-guerra.
Gabriel Marcel foi um interlocutor essencial para Ricoeur, pondo em diálogo a existência e a acção, o percurso individual da pessoa e o seu compromisso social… O tema da responsabilidade não pode ser alheio ao do conhecimento e da compreensão. Personalidades como o social-democrata André Philip influenciaram o percurso cívico. Merleau-Ponty, Emmanuel Lévinas, Gadamer, Dumézil, Eliade, Rawls, Walzer mobilizaram a sua atenção e a sua extraordinária capacidade para dialogar e aprofundar as reflexões sobre ideias.
Membro de uma Igreja reformada vai tornou-se uma figura essencial no diálogo ecuménico – respeitadíssimo pelas várias confissões religiosas pela seriedade da sua atitude intelectual. Desde 1956 viveu na comunidade fundada por Mounier, partilhando com Paulette Mounier, Jean-Marie Domenach, Henri Marrou, Paul Fraisse e tantos outros uma atitude centrada da dignidade da pessoa humana.
Encontramos em Ricoeur uma «ontologia do agir» que o leva a afirmar: «Sous la pression du négatif, des expériences en négatif, nous avons à reconquérir une notion de l’être qui soit acte plutôt que forme, affirmation vivante et puissante d’exister».
Era um sábio, com uma inteligência desperta para ouvir os outros e para descobrir novos caminhos. Eis porque deixou um vazio impossível de preencher.
Sábado, Maio 21, 2005
LEKTON
Um novo blog de leitura particularmente dedicado aos autores clássicos.
«Porque as raízes da cultura estão naquelas obras chamadas clássicas, obras cuja mensagem não se esgotou e que permanecem fontes vivas do progresso humano».
Segunda-feira, Maio 16, 2005
Discussão
As discussões sérias e críticas são sempre difíceis. Nelas entram sempre elementos não racionais, tais como os problemas pessoais. Muitos participantes numa discussão racional, ou seja, crítica, consideram particularmente difícil terem de desaprender aquilo que os seus instintos lhes ditam (e aquilo que lhes é ensinado por todas a sociedades que debatem): ou seja, vencer. Pois o que tem de aprender é que uma vitória num debate não significa nada, ao passo que a mínima clarificação de um problema que se tenha – mesmo a mais pequena contribuição para uma compreensão mais clara da sua própria posição ou da de um opositor – constitui um grande sucesso. Uma discussão que se vence, mas que não ajuda na alteração ou clarificação da vossa mente, nem que seja só um pouco, deverá considerar-se como uma perda completa. Por isso, nenhuma mudança de posição se deve fazer sub-repticiamente, mas há que, pelo contrário, realçá-la juntamente com as suas consequências exploradas.
A discussão racional, neste sentido, é uma coisa rara. Mas é um ideal importante e podemos aprender a apreciá-la. Não tem por objectivo converter ninguém e é modesta nas expectativas: é suficiente, mais do que suficiente, se sentirmos que conseguimos ver as coisas sob uma nova luz ou que até nos aproximámos um pouco mais da verdade.»
Karl Popper, O Mito do Contexto, pp.67
Sábado, Maio 14, 2005
Modernidade, relativismo e ciência
K. Popper
Karl Popper, A Vida é Aprendizagem, Edições 70 (pág.118)
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Sofistas
Primórdios da acção consciente
"Qualquer projecto educativo é uma moral disfarçada" Wunenburger [séc.XX].
Quarta-feira, Maio 04, 2005
Os 7 Sábios e o Orfismo
Portanto, como já se leu abaixo, a norma na poesia é exemplificada, nas tragédias é deliberada porque já é reflectida, nos 7 sábios é percebida na dimensão individual e social e no orfismo é francamente percebida na medida em que o homem, como também já se disse, «presta contas da sua vida».
Sábado, Abril 30, 2005
A chain-letter culta
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por uma personagem de ficção?
Qual foi o último livro que compraste?
Qual o último livro que leste?
Que livros estás a ler?
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
A quem vais passar este testemunho (3 pessoas) e porquê?
Poesia e Tragédia
Sexta-feira, Abril 29, 2005
Antígona de Sófocles
A intriga da história começa com uma alusão à guerra dos Sete contra Tebas, na qual os dois irmãos de Antígona, Etéocles e Polinices, se confrontam em lados opostos. Ambos morrem no campo de batalha mas, aos olhos de Creonte, tio daqueles, Polinices é considerado traidor de Tebas e, por isso, não lhe são concedidas honras fúnebres.
Do ponto de vista familiar, a heroína é uma personagem que representa o lado frágil e sofredor da família contra aquele que detém o poder. Antígona é, assim, detentora de um sentido político uma vez que é colocada ao mesmo nível do seu adversário, Creonte, o rei.
«Apenas o tempo revela o homem justo; basta um dia para pôr a nu um pérfido»
(Leiam se puderem que é pequenina, foi considerada a primeira tragédia sobre os dilemas éticos.)
Quinta-feira, Abril 28, 2005
Alegoria da Caverna
Sto. Anselmo afirmou Credo ut intelligam que me atrevo a traduzir como Crer para Compreender. Acredito em modelos científicos que poderão dar a chave para formular as perguntas que definem estratégias onde encontrar as respostas e explicações sobre o Universo, mas também acredito que haja muito mais além disso.
Há o excerto da Alegoria da Caverna neste endereço, é pequenino e não maça nada.
Quarta-feira, Abril 27, 2005
Psicologia Transpessoal
Como todos sabem ou podem facilmente depreender, a psicologia mais de que qualquer outra ciência cruza diversos campos das ciências ditas experimentais ou com substratos físicos mais evidentes. Numa lógica humanista e contrária a uma ciência redutora que perspectivaria o estudo humano segundo leis mecanicistas surge ou vai surgindo uma necessidade de englobar o ser humano no seu todo, conferindo um outro sentido à sua necessidade de auto-conhecimento. É neste contexto que surge esta ciência emergente denominada psicologia transpessoal ou psicologia da consciência.
Na psicologia da consciência teríamos que falar de muita coisa: dos sonhos, da vigília, realidades intermutáveis, kundalini, transmigração da alma, estados modificados da consciência, tempo, identidade, ética, espiritualidade, evolução e expansão da consciência. O transpessoal é uma maturação do ser que depois de um percurso purificado faz evoluir o seu próximo, evoluindo com ele.
O campo mais explorado pelo psicólogo “pronto” e ciente da sua responsabilidade é a psicoterapia através da qual ele é testemunha da mudança do seu paciente, pois ele acompanha-o no seu caminho, facultando-lhe ferramentas para a sua evolução que lhe permitam a reestruturação vivencial. Tomando consciência no verdadeiro sentido da expressão ou seja, subindo graus na pirâmide do seu auto-conhecimento. Ele vivência toda a sua realidade, ele é o epicentro perfeito do universo, sintonia do homem com o cosmos, harmonia divina.
Não poderia acabar este humilde artigo sem fazer referência ao grande mestre Português em matéria de transpessoal, estou a falar do Dr. Mário Simões, psiquiatra, professor da Universidade Nova de Lisboa. O meu grande mestre Carl Gustav Jung, dissidente do Freud (com quem trabalhou num primeiro tempo) e grande teorizador do inconsciente colectivo, Ian Stevesson, psiquiatra americano, Pierre Weill, Seymour Boorstein entre outros psicoterapeutas e investigadores. Poderão também as pessoas interessadas visitar o site da ALUBRAT (associação Luso-Brasileira de Transpessoal). Espero ter desta forma dado o meu contributo para quem procura estar mais perto dos outros e do grande complexo do universo e quem sabe de dEUS.
Um óptimo teste para verificar se ficou alguma coisa de tudo que leram é responderem com honestidade a pergunta quem sou eu? Espero que a vossa resposta tenha sido diferente, antes de lerem esta crónica e agora. Será? Quem sou eu?
Pedro Alves d'O Povo é Bom Tipo
Segunda-feira, Abril 25, 2005
Democracia é...
Sábado, Abril 23, 2005
O que é a Filosofia?
Sexta-feira, Abril 22, 2005
As Bases da Sociedade
Victor Hugo, in Os Miseráveis
Via O Ser e o Nada
Do Silêncio e da Treva
Sozinha caminhei no labirinto
Aproximei meu rosto do silêncio e da treva
Para buscar a luz dum dia limpo.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Quarta-feira, Abril 20, 2005
Certeza Interior
Henry Miller, O Tempo dos Assassinos
Terça-feira, Abril 19, 2005
O Triunfo da Ignorância
Visto que o bottleneck não conhece nenhuma instância que vá além do factual, quando o pensamento e o discurso remetem forçosamente para semelhante instância, a inteligência torna-se ingenuidade, e isso até os imbecis entendem. A conjura pelo positivo actua como uma força gravitória, que tudo atrai para baixo. Mostra-se superior ao movimento que se lhe opõe, quando com ele já não entra em debate. O diferenciado que não quer passar inadvertido persiste numa atitude estrita de consideração para com todos os desconsiderados.
Estes já não precisam de sentir nenhuma intranquilidade da consciência. A debilidade espiritual, confirmada como princípio universal, surge como força de vida. O expediente formalisto-administrativo, a separação em compartimentos de tudo quanto pelo seu sentido é inseparável, a insistência fanática na opinião pessoal na ausência de qualquer fundamento, a prática, em suma, de reificar todo o traço da frustrada formação do eu, de se subtrair ao processo da experiência e de afirmar o 'sou assim' como algo definitivo, é suficiente para conquistar posições inexpugnáveis. Pode estar-se seguro do acordo dos outros, igualmente deformados, como da vantagem própria. Na cínica reivindicação do defeito pessoal pulsa a suspeita de que o espírito objectivo, no estádio actual, liquida o subjectivo. Estão down to earth, como os antepassados zoológicos, antes de se alçarem sobre as patas traseiras.
Theodore Adorno, in Minima Moralia
Espiritualismo
Sentido comum é uma doutrina que consiste em afirmar que o espírito não se reduz à vida e/ou que a vida não se reduz à matéria (oposto ao materialismo). Na metafísica é uma teoria filosófica segundo a qual existem duas substâncias radicalmente distintas, o espírito e a natureza. A primeira é caracterizada pelo pensamento e pela liberdade, a segunda pela extensão e pelo movimento. Na moral, o espiritualismo, é uma teoria que defende que a vida humana admite os seus próprios fins (a justiça, a liberdade, etc) que não poderiam reduzir-se aos únicos interesses do vivo, podendo até mesmo ser levados a contradizê-los.
No seu sentido metafísico, o termo espiritualismo refere-se a uma longa tradição que vem de Anaxágoras (séc. V a.C.) e que se perpetua em toda a filosofia cartesiana (Descartes, Malebranche, Espinosa, Leibniz...). Para Anaxágoras, o espírito é o noús, ou seja, «a alma» ou «o sopro» fluido e movente, que se opõe à matéria, sólida e inerte. A filosofia idealista no seu conjunto admite, também ela, esta oposição categórica entre o espírito (princípio de unificação e de conhecimento) e a matéria (estendida e inerte) assim como a supremacia do primeiro.
Henri Bergson, "A Alma e o Corpo" in A Energia Espiritual.
Materialismo
Materialismo Dialéctico
Materialismo Histórico
Positivismo
O positivismo caracteriza-se pela atitude de confiança em relação aos métodos e aos resultados da ciência experimental. Por extensão, qualquer filosofia que privilegie o conhecimento científico deve combater a metafísica.
Esta atitude científica substitui por uma lei invencível do progresso do espírito humano, as crenças teológicas ou as explicações metafísicas. Ao tornar-se científico, o espírito renuncia à questão do «porquê?», ou seja, renuncia procurar a explicação absoluta das coisas. Limita-se ao «como?», ou seja, à formulação das leis da natureza, aproveitando, por intermédio de observações e de experiências repetidas, as relações constantes que unem os fenómenos.
O positivismo criou também a escola filosófica que se desenvolveu nos anos de 1920-1930 em Viena. O seu projecto consistia em basear a ciência numa linguagem inteiramente redutível a formulações de observações directas, e denunciar na metafísica um conjunto de proposições não significantes por serem experimentalmente inverificáveis (empirismo lógico).
Henri Bergson (Paris, 1859 - idem, 1941)
Desfruta em vida de uma popularidade e de uma aceitação insólitas num pensador. A sua filosofia está em estreita relação com o positivismo do século XIX e com o espiritualismo francês, com os quais tenta elaborar uma original simbiose. Definitivamente, o que busca é uma superação do positivismo. Num clima positivista, de aparecimento da crítica científica, de polémica espiritualista, de neokantismo, tudo isso condicionado pelo auge da ciência, Bergson aborda o problema da relação sistemática do conhecimento científico e a metafísica. Para a superação do positivismo, Bergson apoia-se no positivismo evolucionista de Spencer. Esforça-se por transferir os princípios positivos para o campo das ciências humanas e da religião, valendo-se de um princípio de explicação de toda a realidade: a evolução.
Para Bergson, o homem é capaz de superar o domínio da inteligência e de guardar o impulso criador, superando o nível estático da moral e da religião até transcender plenamente o élan vital, o impulso vital, que definitivamente, é de Deus, se não é o próprio Deus.
Sábado, Abril 16, 2005
Crash
Sexta-feira, Abril 15, 2005
Escola Cultural
“Brincava o menino
Pois sou. Só que o segundo põe a nu que eu afinal não sou eu, que eu é algo, é alguém que tenho para ser e que tenho, no fim de contas, de ser, mas que não estou (ainda) a ser. Este é o imperativo categórico axiológico que retumba na consciência do Homem: tens de ser tu mesmo, plenamente; tenho de ser eu mesmo, plenamente; essa plenitude é a plenitude do valor que eu sou.
Assim, a actividade de aproximação a si mesmo que o eu desde logo empreende e é a Educação, é também o culto e a cultura de si mesmo, é também o crescimento de si em valor. E assim vão emergindo e crescendo os valores. Vão emergindo como os frutos nas árvores do pomar. Vão emergindo plurais e diversos, provindo todos da fonte de vida única que alimenta o pomar inteiro, árvore por árvore, como na humanidade acontece pessoa por pessoa, sendo aí a humanidade o pomar. (...)
Manuel Ferreira Patrício, Presidente da Direcção da AEPEC
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Educar - Uma questão de Ser
José Ribeiro Dias, "A Educação na viragem do milénio: De Edgar Faure a Jacques Delors. Ensaio de enquadramento conceptual" in Educação: Caminho para o séc. XXI - Actas do I Colóquio de Filosofia da Educação.
Quarta-feira, Abril 13, 2005
What is the meaning of the rise in popularity of philosophy?
Stephen Law may have huge teen appeal, but he has children of his own and the stage he has just vacated was used for nothing more lascivious than a talk to sixth formers, for Law is a university lecturer and author of two successful books of philosophy for younger readers, The Philosophy Files and The Outer Limits.
Law is but one public face of a remarkable increase in the popularity of philosophy among 16- to 18-year-olds. At the last sitting, 23% more students were answering questions about the theory of knowledge, Plato's Republic or Marx and Engels's The German Ideology in the intermediate philosophy AS examination than in the year be fore. At the same time, 19% more than in 2003 were writing about the philosophy of mind, Aristotle's Nichomachean Ethics or Nietzsche's Beyond Good and Evil for the final A2 exam.
What explains philosophy's increasing popularity? Lacewing is a university lecturer whose company, A-level Philosophy, organises conferences (which I sometimes speak at) for the growing number of students and teachers taking the subject. He thinks it's just a matter of supply catching up with demand. "The meaningful questions of life have always exercised the adolescent mind," he says. "What has changed is the opportunity to express that curiosity."
Graveney, a multi-ethnic comprehensive in Tooting, south London, is a case in point. Until three years ago, when the first 14 teenagers took the new AS course, philosophy wasn't even available. Now, the school has 56 students taking the subject, plus a further 52 taking a philosophy A-level by another name by studying critical thinking or by taking the philosophy of religion and ethics options in religious studies.
The head of philosophy at Graveney, Rebecca Woodhall, says that the subject is "seen as being intellectually macho". Her students confirm this. Sam Watson, who was first turned on to philosophy by The Matrix films, says, "I thought I wasn't being challenged enough before I took philosophy." Lisa Mellany enjoys it because "I really like arguing" and, as her friend Ruth Taylor says, "in philosophy your opinion's worth something".
The subject also has the unusual merit of being interesting for its own sake. "With some subjects you're learning things to write down in exams," says another Graveney student, Alex Crede. "But in philosophy what you're learning you actually find interesting, which makes a change." So
interesting that, as Jim Turner says, "you can leave a philosophy lesson talking about what you did".
These reactions would not surprise Anthony O'Hear, director of the Royal Institute of Philosophy. "I would be inclined to say that philosophy is perennially interesting to young people because it deals with questions many puzzle about in their youth, but which most forget about in the hubbub of adult life." The institute has helped to meet this demand by supplying visiting lecturers to schools, offering grants for conferences, and publishing a journal, Think, aimed at both school students and general readers, which Stephen Law edits.
The philosophy A-level is very different from the philosophy for children (P4C) programmes that have periodically grabbed the attention of the media. P4C is aimed at younger children, from primary school upwards, and centres on a process called "Socratic dialogue" rather than the texts and arguments of the western philosophical tradition. The aim of P4C is to develop critical thinking skills and the ability to discuss issues in groups. While the A-level shares these aims, it is also a pretty heavyweight introduction to the arguments of the greats, from Plato to John Rawls. There is no messing with gentler introductions such as Sophie's World or Alain de Botton.
For the AS examination, theory of knowledge, which deals with the fundamental questions of what knowledge is and whether we know anything at all, is compulsory. This is real, in-at-the-deep-end stuff. You may have no clue what the difference is between foundationalism and reliabilism, or what it means to say knowledge is justified true belief, but plenty of 17-year-olds are perfectly conversant with these ideas, even if it is the part of the course they tend to enjoy the least.
In addition, students choose between moral philosophy and the philosophy of religion, options that tend to fire their enthusiasm because they relate to questions every curious and intelligent teenager asks: Is there a God? Why should I be good? Should I eat meat? They also study a classic text by Plato, Descartes, Marx and Engels, or Sartre.
At A2 level, they will move on to the philosophy of mind, political philosophy or the philosophy of science; study another text by Aristotle, Hume, Mill, Nietzsche, Russell or Ayer; and undertake an extended synoptic essay, in which they draw together related threads of the course according to their own interests.
For those hidden philosophy students who are nominally taking religious studies but in reality are focusing entirely on studying ethics and the philosophy of religion, the syllabus is just as demanding, though perhaps more accessible, due to the absence of the set texts and the theory of knowledge. Issues such as the ethics of abortion, euthanasia and animal rights are guaranteed to spark interest among the students. They also grapple with the arguments for the existence of God and the problem of how a benevolent deity could allow needless suffering, such as that caused by the Asian tsunami.
The interest of sixth formers is being sustained through to the point at which they apply to university. Data from the Universities and Colleges Admissions Service shows that overall applications to philosophy degrees rose by 20% between 2000 and 2003, the last year for which admissions data is available, compared with a 7.8% rise for applications in general. Between 2002 and 2003, philosophy applications went up by 15.5%, compared with 3.3% for all subjects.
Brendan Larvor, head of philosophy at the University of Hertfordshire, says he is seeing "more and more students who have done philosophy A-level" among applicants. He sees this as a welcome development, because "most other philosophy undergraduates spend the first year wondering what philosophy is and whether they like it".
Julian Baggini, editor of The Philosopher's Magazine
Terça-feira, Abril 12, 2005
De Olhos Abertos...
Amândio Fontoura e Conceição Sampaio são os autores do 1º Livro em Português sobre Aconselhamento Filosófico, intitulado De olhos abertos... para uma Filosofia de Bem-Estar, Editora Hugin, 2004.
Sábado, Abril 09, 2005
Investigação
No primeiro caso, transforma-nos-íamos pouco a pouco em boas cabeças pensantes, mas paralelamente a nossa existência vivida desenvolver-se-ía muitas vezes de modo não filosófico, como que à margem do trabalho filosófico. No segundo caso, a exigência do filósofo aproximar-se-ía da do homem comum, para o qual as opiniões existenciais - isto é, as convicções em função das quais a vida concreta se orienta diariamente - se formam sob o impacto de elementos menos racionais do que afectivos ou empíricos.
Michel Renaud in "O Ponto de Partida das Meditações Cartesianas de Husserl", Revista Portuguesa de Filosofia, tomo 40, Actas do II Colóquio Português de Fenomenologia, 1985 [4], 198 pp.
Sexta-feira, Abril 08, 2005
Inteligência Espiritual
Existem na verdade provas cientificas do QEs nos recentes estudos neurológicos, psicológicos e antropológicos da inteligência humana. Os cientistas já fizeram a maior parte da investigação básica que revela as fundações neurais do QEs, mas o paradigma do QI dominante obscureceu as investigações posteriores. Este livro irá reunir quatro correntes de investigação especifica que até agora permaneceram separadas devido à natureza altamente especializada da ciência existente.
Primeiro, no início dos anos 90, a investigação levada a cabo pelo neuropsicólogo Michael Persinger, e mais recentemente, em 1997, pelo neurologista V.S.Ramachadran e a sua equipa da Universidade da Califórnia, sobre a existência de uma "área de deus" no cerebro humano. Este centro espiritual incorporado situa-se entre as ligações neurais nos lobos temporais do cérebro. Em scans tirados com topografia através da emissão de positrões, essas áreas neurais iluminam-se sempre que os sujeitos a investigação são expostos a discussões sobre temas espirituais ou religiosos.
Segundo, o trabalho do neurologista austríaco Wolf Singer, nos anos 90, sobre o "problema da ligação", mostra que há no cérebro um processo neural com vista a unificar e dar sentido à nossa experiência - um processo neural que literalmente "liga" as nossas experiências. Antes do trabalho de Singer sobre a unificação e oscilações neurais síncronas em todo o cérebro, os neurologistas e cientistas cognitivos só reconheciam duas formas de organização cerebral neural.
Terceiro, na sequência do trabalho de Singer, o trabalho de Rodolfo Llinas, em meados de 90, sobre o sono e a consciência desperta e a ligação dos factos cognitivos no cérebro, foi muito favorecido pela nova tecnologia MEG (magno-encefalográfica), permitindo estudos em todo o crânio dos campos eléctricos oscilantes do cérebro e dos seus campos magnéticos associados.
Quarto, o neurologista e biólogo antropólogo Terrance Deacon publicou recentemente novos trabalhos sobre as origens da linguagem humana (The Symbolic Species, 1997). Deacon mostra que a linguagem é uma actividade unicamente humana, essencialmente simbólica e centrado no sentido que co-evoluiu com rápido desenvolvimento nos lobos frontais do cérebro. Nem os computadores existentes, nem sequer os macacos mais evoluídos (com raras e limitadas excepções) conseguem usar a linguagem, porque lhes falta a capacidade do lobo frontal para lidar com o sentido. Este livro irá mostrar que todo o programa de investigação de Deacon para a evolução da imaginação simbólica e o seu consequente papel no cérebro e evolução social corrobora a faculdade da inteligência a que chamamos QEs.
Danah Zohar e Ian Marshall in Inteligência Espiritual
Leitura sugerida pela Beatriz, à qual agradeço muito :)
Quinta-feira, Abril 07, 2005
«Fundamentos para uma Reflexão Ética em Merleau-Ponty»
"A distinção entre doenças do cérebro e da mente, entre problemas neurológicos e psicológicos ou psiquiátricos, é uma herança cultural infeliz que penetra na sociedade e na medicina e reflecte uma ignorância básica entre o cérebro e a mente. As doenças do cérebro são vistas como tragédias a quem não se pode atribuir culpas, enquanto que as doenças da mente, no comportamento e nas emoções, são vistas como inconveniências sociais nas quais os doentes têm muitas responsabilidades. Aqui, a falta de força de vontade é o problema primário".
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Psitacismo
Quinta-feira, Março 31, 2005
Ciências Cognitivas
A expressão está no plural porque se refere a saberes recentes, diversos e, ainda agora, mais ou menos fechados. Se agruparmos, apesar de tudo, esses saberes sob uma certa denominação, é porque têm um objecto comum: a cognição, ou seja, a função psíquica que assegura a recolha, o armazenamento, a transformação e o tratamento das informações que recebemos do mundo exterior, e a partir das quais elaboramos o conhecimento do real. Perceber, raciocinar, aprender, lembrar, falar… são actividades que suscitam interrogações e análises desde a Antiguidade.
Durante muito tempo objectos privilegiados da reflexão filosófica, estas actividades deram origem progressivamente a saberes especializados na investigação de uma ou outra de entre elas, ou de uma ou outra das faculdades humanas das quais depende a sua possibilidade: as neurociências (neurologia, neurofisiologia…), a psicologia, a linguística, às quais se acrescenta hoje a informática, que fornece ao estudo dos mecanismos do pensamento o modelo da «inteligência artificial». O projecto de unificação que leva a qualificar de ciências cognitivas o conjunto dos discursos que tentam descobrir as características e condições de possibilidade da faculdade de conhecer, só se baseia no postulado até certo ponto. Novas ligações poderiam ser evidenciadas entre os diferentes suportes e características dessa faculdade, principalmente no que diz respeito à parte de mistério – que continua a cercar a passagem do cerebral ao mental – que poderia ser reduzida. Como é que o cérebro pode produzir pensamento e conhecimento? Eis, no fundo, a questão para a qual as ciências cognitivas ambicionam encontrar um dia uma resposta única. É a amplitude desta ambição que motiva o procedimento unificador de alguns, ao passo que outros duvidam que o conhecimento do cérebro possa alguma vez reunir-se ao das actividades mentais tais como as entendem a filosofia e as ciências humanas.
Quarta-feira, Março 30, 2005
As Ciências
A filosofia das ciências (ou epistemologia) enuncia alguns problemas:
1. O problema da demarcação. Como é que reconhecemos que um conhecimento é científico? A resposta mais simples é: na possibilidade de o controlar através de factos pela experimentação. Dispomos então de um critério de distinção entre ciência e não ciência. Por exemplo, a filosofia não seria uma ciência, contrariamente ao que pensavam os Gregos, porque os seus argumentos, mesmo racionais, escapam ao conteúdo experimental.
2. A unidade da ciência. Devemos falar da ciência ou das ciências? Existem várias especialidades científicas, a ciência é portanto múltipla nos seus objectos. Mas possui uma unidade de método, sem a qual não poderíamos definir um critério geral que distinga a ciência da não ciência.
3. A classificação das ciências. A unidade do método não impede de classificar as ciências segundo o seu objecto; ex: o quadro enciclopédico de August Comte (positivismo). Por outro lado, essa unidade, apenas diz respeito às ciências experimentais. Não existirão outros tipos de ciências?
Podemos efectivamente distinguir 3 tipos de ciências:
a) As ciências experimentais ou empíricas. Referem-se a um dado objecto na experiência e validam-se através de controlos experimentais.
b) As ciências «formais». São a Matemática e a Lógica, baseadas na dedução a partir de axiomas. Nesta área, não há qualquer necessidade de verificação experimental. Podemos até mesmo discutir aqui o nome de «ciência» visto que, puramente formal, a Matemática e a Lógica não tem objecto exterior à sua construção.
c) As ciências humanas (Filosofia, História, Sociologia, psicologia, etc.). O seu estatuto é bastante controverso. Ou consideramos, com o positivismo que, se merecem o nome de ciências, podemos aplicar-lhes os métodos e a linguagem da ciência experimental: reduzem-se então a um caso especial desta última, ao lado das ciências da natureza. Ou pensamos, ao contrário, com o filósofo alemão Dilthey (1833-1911), que há motivos para distinguir entre «ciências da natureza» e «ciências do espírito» e portanto que, em virtude da particularidade do seu objecto (o homem), as ciências humanas dependem de um outro tipo de processo, fundado não sobre a verificação experimental, mas sobre a interpretação das intenções humanas (hermenêutica).
Terça-feira, Março 29, 2005
Fenomenologia
Ideias
No caso do assunto ser rotineiro, fútil ou mesmo banal, a opinião (doxa) serve sempre para percebermos que somos todos diferentes, ou seja, não passando da mera opinião o máximo que podemos conseguir é a simpatia de alguns e a antipatia de outros, o que ultrapassando o plano pessoal não leva a mais nada sem ser o prazer duma conversa leve. A doxata só serve para marcar ponto e fazer conversa. Aqui não há grande exigência ou rigor na conversa. "Ganha" em caso de disputa, claro, o melhor orador. Quando não há disputa, "ganha" o mais simpático.
É preciso não confundir o respeito que se deve ter pelo outro em toda a sua igualdade e individualidade - enquanto ser humano e pessoa com direitos - com as suas opiniões.
Todos erramos, mas nem todos sabemos reconhecê-lo.
Sábado, Março 26, 2005
O Espaço Público
Quinta-feira, Março 24, 2005
A Culpa dos Males que nos Acontecem
É o caso de um jogador que, irritado com as suas perdas, se enfurece sem saber contra quem. Imagina que a sorte se encarniça intencionalmente para o atormentar e, encontrando alimento para a sua cólera, excita-se e enfurece-se contra um inimigo que ele próprio criou. O homem sábio, que em todas as infelicidades que lhe acontecem só vê golpes da fatalidade cega, não tem essas agitações insensatas; grita na sua dor, mas sem exaltação, sem cólera; do mal que o atinge só sente os ataques materiais, e os golpes que recebe podem ferir a sua pessoa, mas nenhum atinge o seu coração.
Terça-feira, Março 22, 2005
Picadelas
Sábado, Março 19, 2005
A Moralidade que Liberta
Quarta-feira, Março 16, 2005
Filosofia Prática
Henry David Thoureau
Praticar a Filosofia é sondar o temperamento pessoal mas é também, e simultaneamente, uma tentativa de descoberta da verdade.
Iris Murdoch
Segunda-feira, Março 14, 2005
Insiste Em Ti Mesmo
Ralph Waldo Emerson, in 'Essays'
Tornamo-nos Mais Objetivos Depois de Reconhecermos a Nossa Subjectividade
Além disso, o reconhecimento básico da psicologia é que, lá bem no íntimo, a maior parte da nossa vida é desconhecida da mente consciente e que, quanto mais nos tornamos consciente dela, mais honestos e mais objectivos nos podemos tornar. Nós não vemos os outros com clareza, e o que obscurece a nossa visão são os preconceitos que a pessoa supostamente objectiva se recusa a reconhecer. Uma pessoa objectiva diria que não é responsável pela guerra, mas uma pessoa que sabe psicologia sabe que cada um de nós é responsável porque cada um de nós tem sempre uma área de hostilidade, que depois é projectada para hostilidades colectivas mais vastas.
Anais Nin, in 'Fala Uma Mulher'
Domingo, Março 13, 2005
Abrangência Literária
Antero de Quental
Influências
Inês Menezes, in Xis (Público)
Sexta-feira, Março 11, 2005
J. B. Schneewind on the Importance of Context
Context is indeed vital if we are to be historically careful about the meanings of the assertions of past philosophers. For undergraduates, context has an additional kind of importance. Explaining the different sorts of practical problems in which philosophers hoped to make a difference helps students see that what they are reading was not intended to be of merely academic interest. Philosophy nowadays does not have a large appeal to the public, not even to the undergraduate public. If we are to make the history of moral philosophy significant now for students, we need to show them that it mattered in its own time for reasons that went beyond the classroom. What that suggests is that moral philosophy might be as important now as it was then.



